Uso prolongado de descongestionantes nasais pode causar efeito rebote e agravar a obstrução. Saiba quais são os riscos e quando procurar orientação médica.
Com a chegada da primavera, sintomas de rinite, sinusite e outras doenças respiratórias podem se intensificar. A obstrução nasal leva muitas pessoas a recorrer a descongestionantes em gotas ou spray, que aliviam o incômodo rapidamente. O uso prolongado ou sem orientação, porém, pode provocar o chamado efeito rebote: o nariz volta a entupir e a pessoa sente necessidade de usar o medicamento com mais frequência.
Segundo a otorrinolaringologista Maria Dantas Godoy, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), esses medicamentos reduzem temporariamente o inchaço da mucosa nasal ao contrair os vasos sanguíneos. Com o uso contínuo, o efeito pode diminuir e a obstrução retornar. A Anvisa também alerta que descongestionantes vasoconstritores usados em excesso podem causar congestão de rebote e outros efeitos adversos.
A agência recomenda que o tratamento com descongestionantes nasais vasoconstritores seja limitado a até três dias. A orientação pode variar conforme o medicamento e as condições de saúde de cada pessoa; por isso, é importante seguir a bula e buscar orientação de um profissional.
Além da piora da obstrução, a Anvisa aponta possíveis reações adversas, como alterações nos batimentos cardíacos, dor de cabeça, sonolência e agitação. Pessoas com doenças preexistentes devem ter atenção especial e conversar com um profissional de saúde antes de usar esse tipo de medicamento.
Quem já usa descongestionante frequentemente deve procurar orientação médica para avaliar a causa do nariz entupido e definir como interromper o uso. A retirada pode ser gradual, conforme o caso, mas não é recomendado diluir ou modificar o medicamento por conta própria.
A lavagem nasal com soro fisiológico pode ajudar a hidratar a mucosa e remover secreções e partículas. A técnica e o dispositivo mais adequados podem variar; um médico pode orientar a melhor opção para cada pessoa. A higiene nasal pode aliviar o desconforto, mas sintomas persistentes ou que pioram precisam de avaliação profissional.