Cinco pessoas foram presas em flagrante durante a Operação “HABBIT”, deflagrada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Americana na manhã de quinta-feira (29), no Jardim Picerno, em Sumaré. Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram porções de cocaína, maconha, haxixe e crack, além de três tijolos de maconha que pesaram 1,5 quilo. Também foram apreendidos R$ 1.741, duas balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, cinco maquininhas de cartão, 13 celulares, 30 embalagens vazias do tipo ziplock e 4.800 cigarros de origem paraguaia.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia anônima encaminhada pelo Disque Denúncia 181. A informação relatava a venda de drogas na Rua da Saúde e indicava um homem conhecido como “Nego da 30” como responsável pela atividade.
Os investigadores realizaram diligências, monitoramento e captação de imagens por câmeras e drone ao longo de aproximadamente 30 dias. Segundo a apuração, as drogas eram guardadas em um imóvel residencial e depois levadas para venda nas proximidades de uma adega na esquina das ruas da Saúde e das Missões.
A polícia também investigou a movimentação do dinheiro proveniente das vendas e identificou outro imóvel que, segundo os levantamentos, era usado para conferir e guardar os valores. A investigação apontou ao menos seis pessoas suspeitas de envolvimento. Cinco foram presas durante a operação.
A operação foi coordenada pela DISE de Americana e contou com equipes das delegacias de Hortolândia, Nova Odessa e Monte Mor, além da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana. Uma equipe de cães farejadores da Guarda Municipal de Americana também prestou apoio.
Os cinco investigados foram encaminhados à sede da DISE, onde a autoridade policial ratificou as prisões em flagrante. Conforme a Polícia Civil, eles seriam submetidos a exame cautelar e encaminhados a unidades prisionais, permanecendo à disposição da Justiça para as audiências de custódia.