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ATACAR MINISTRO DO STF É ESTRATÉGIA PARA TENTAR MELAR AS ELEIÇÕES DO ANO QUE VEM. Marcio Ramos

ATACAR MINISTRO DO STF É ESTRATÉGIA PARA TENTAR MELAR AS ELEIÇÕES DO ANO QUE VEM.

Por Marcio Ramos

O pedido de impedimento protocolado por Bolsonaro no Senado contra Alexandre de Moraes (Ministro do STF) tem dois objetivos, um evidente e o outro é perceptível.

O primeiro, tem objetivo claro, que é unir a sua base eleitoral extremista que defende pautas autoritárias e possui espírito odioso.

Lembramos que Bolsonaro atacava fortemente o STF. Os Ministros Barroso e Alexandre estavam sobre sua mira. O primeiro por estar no comando do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, e o segundo por estar à frente das investigações sobre as fakenews ocorridas na eleição passada, coisa que o Congresso Nacional não teve coragem em fazer. Alexandre de Moraes encaminhou várias provas ao TSE, o que pode elevar a possibilidade da corte eleitoral criminalizar a chapa Bolsonaro / Mourão e cassar a candidatura.

Nesta toada, Bolsonaro ameaçou pedir o impeachment dos dois ministros em questão, mas decidiu protocolar o pedido de impedimento somente ao Alexandre de Moraes. Você sabe por que?

Sabemos que o capitão é um estrategista. Não é a toa que está, com sua família, há mais de 30 anos nos mais altos cargos políticos do nosso país. O capitão decidiu pedir o impeachment somente para o Ministro Alexandre de Moares, por uma conta bem simples, o Ministro Barroso deixará a presidência da corte eleitoral no ano que vem. Sabe quem presidirá o TSE e dirigirá as eleições em 2022? Isso mesmo, você acertou, o Ministro Alexandre de Moraes.

O que pretende Bolsonaro com a sua nova estratégia? É preciso termos um pouco de percepção para chegar a uma conclusão que seja óbvia, apesar de ele tentar transmitir outros sentidos.

Bolsonaro foi um dos últimos presidentes do mundo em reconhecer a vitória de Biden na eleição dos Estados Unidos. Bolsonaro flertava para ideia de que Donald Trump tinha sido roubado nas eleições e não repudiou a invasão dos militantes direitistas ao Capitólio. Todos sabem da paixão de Bolsonaro ao ex presidente americano Donald Trump. Filho de Bolsonaro chegou a falar que sabia fazer hamburguer para ser nomeado para embaixada brasileira nos Estados Unidos. Ainda bem que não conseguiu, pois seria uma lástima.

Outro fato importante para nossa percepção é analisar os ataques de Bolsonaro as urnas eletrônicas. Alegou ter sido roubado, alegando que tinha ganhado de Haddad no primeiro turno, mas quando foi convocado para apresentar provas, recuou, disse que não tinha como provar. Estilo Sérgio Mouro, condena os réus sem provas, mas por pura convicção.

Mas Bolsonaro continuou no ataque e lançou campanha por voto impresso, em momento que o Brasil precisava de vacina e ações efetivas do líder nacional contra a pandemia. Na época do voto impresso, Bolsonaro colocava em xeque aquele sistema. Todos sabem que Bolsonaro foi derrotado no Congresso e o voto impresso foi arquivado, mas ele não parou e continua seu movimento contra a democracia.

Bolsonaro sabe que está mal das pernas. Perdeu base eleitoral, sabe que não tem competência para recuperar a economia brasileira e se mantém na Presidência por conta da compra de votos para não ser impedido. Lembramos que Bolsonaro entregou a alma do seu governo ao centrão comandado pelo PP.

Bolsonaro também perdeu a sua força perante os militares. Pior que isso, fez as nossas Forças Armadas perder prestígio e respeito, vários estão envolvidos nas investigações da Política Federal e da CPI do Senado, sem falar do uso do dinheiro do SUS para atender interesses das Forças Armadas.

Bolsonaro precisa construir uma narrativa para justificar a sua futura derrota eleitoral. O cenário hoje aponta que ele é derrotado por todos os possíveis candidatos a presidente, principalmente se o seu concorrente for o Lula.

Por isso que em vez de cuidar dos brasileiros, Bolsonaro transferiu essa responsabilidade ao centrão e se atirou na estratégia de defender sua família das várias denúncias de corrupção, para isso é preciso criar crises contra as instituições nacionais.

Bolsonaro é uma máquina de fabricar problemas, precisa ganhar tempo e para tentar reverter o quadro político. Sabemos da sua estratégia baseada em mentiras e ataques para brigar. Uma narrativa mentirosa, de tanto ser dita, pode manipular a opinião pública e com isso, mobilizar os bolsominions para invadir o Congresso Nacional e levar todos para vias de fato para justificar uma ação das Forças Armadas em prol do tão sonhado golpe militar de Bolsonaro.

Márcio Ramos
Cientista Social

 

Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do HortoNews

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