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Prefeito de Monte Mor mostra que tem domínio sobre a Câmara de Vereadores Divulgação Câmara Municipal de Monte Mor

Prefeito de Monte Mor mostra que tem domínio sobre a Câmara de Vereadores

A Câmara Municipal de Monte Mor, em sessão legislativa de ontem (10/08/2021), por 8 votos a 6, decidiu não investigar o Prefeito Edvaldo Brischi (PTB) no ato envolvendo a população em situação de rua ocorrido no último dia 13 de julho.

A CEI visa “apurar responsabilidades nos fatos ocorridos entre o prefeito e a população em situação de rua” - que, conforme informações divulgadas pela imprensa e através das redes sociais, foram removidas, de maneira forçada, para municípios vizinhos, em julho. A propositura também cita, na sua Justificativa, a necessidade de apuração de indícios de crimes de prevaricação de agentes públicos que estão relacionados ao caso - incluindo secretários municipais, diretores e coordenadores.

Havia uma expectativa de que a CEI - Comissão Especial de Inquérito seria aprovada, pois o requerimento foi assinado por 8 vereadores, número de votos necessário para instaurar a investigação. No entanto, a vereadora Milziane Menezes (PSDB) e Beto Carvalho (DEM) votaram contra o requerimento que haviam assinado anteriormente. Somente o vereador Beto Carvalho justificou sua mudança de opinião.

Sabendo que o requerimento seria rejeitado, o vereador Paranhos expôs o método autoritário, sem transparência e ilegal praticado pelo prefeito para tentar convencer os demais. Paranhos citou a repercussão nacional dos fatos narrados e classificou a ação da prefeitura como um ato desumano, desrespeitoso e contra todos os princípios bíblicos, religiosos e contra a lei.

A vereadora Camilla Hellen (Republicanos), lembrou que compete aos vereadores fiscalizar o Poder Executivo e fazer cumprir as leis e conclui falando “aqui a mala preta não tem vez”, o que provocou contestações por parte de alguns parlamentares.

O professor Adriel (PT) frisou que a CEI é para averiguar os fatos e que não tem pretensão de prosperar ou derrubar governo e que é uma oportunidade para o Executivo provar que não cometeu crime e possibilitar averiguar a verdade dos fatos, pois cada um apresenta uma versão. Para Professor Adriel é a oportunidade dos vereadores mostrar que essa legislatura é diferente da anterior, que o Executivo não manda, não conduz o legislativo.

O vereador Beto Carvalho (DEM) justificou que já recebeu todos os documentos que precisa com todas as respostas, afirmando acreditar que foi o único vereador que pediu oficialmente. Diz votar em cima de documentos e por aquilo que julga ser justo e que as vezes fica no ar sobre dinheiro e mala preta e completa: “querem investigar minha vida, fique à vontade”. Termina afirmando que veio de família humilde e honesta.

Vereador Altran (MDB) cobrou da vereadora Camila Hellen os nomes da mala preta, pois é acusação muito grave e a vereadora Camilla Hellen responde que isso está veiculando nas redes sociais.

Bruno Leite (DEM) diz que viu todos os documentos com o vereador Beto Carvalho. Diz que votaria contra a CEI pois percorreu os comércios da cidade, mas decidiu votar a favor para provar que não se vendeu, que não foi para base do governo, que não foi comprado. Bruno Leite diz que não tem preço e que o seu trabalho é sério e digno.

Professor Fio (PTB) salientou que o poder de decisão é dos parlamentares, e não das redes sociais. Defendeu que se legisle em prol da cidade. E salientou que a disseminação de notícias falsas, postadas nas redes, pode inclusive configurar crime. “A gente tem que começar a trabalhar, esquecer Facebook, e estar na rua trabalhando”

Vitor Gabriel (PSDB), disse que “ninguém pensa nos moradores de rua, realmente”. “Hoje o pessoal faz política em cima dessa questão” e em defesa de sua honestidade disse que nem pimentão roubou e que é deselegante quando se fala de mala preta.

Andrea Garcia (PTB) afirmou que pessoas em situação de rua violam direitos e disse que “crianças, mulheres grávidas, sexo explícito. Eu tenho áudio de morador, aqui. Eles não são maltratados, eles são muito bem tratados [...] A partir do momento que eles violam a sociedade, não podemos deixar isso acontecer”, afirmou a vereadora alegando que esse pessoal atrapalha o comércio.

Para Pavão, os documentos já foram encaminhados ao Ministério Público para ser investigado e que serão julgados pelo rigor da lei.

Nelson Almeida, disse que se baseia em documentos e que até agora não tem nenhum documento. Afirma ser da base do governo, que não tem nenhum cargo político indicado na prefeitura não vai querer nunca, muito menos uma mala preta.

Vereadores que votaram a favor da investigação: Bruno Leite (DEM), Camilla Hellen (REP), João do Bar (PSL), Paranhos (MDB), Professor Adriel (PT), Wal da Farmácia (PSL)

Vereadores que votaram contra a investigação: Altran (MDB), Andrea Garcia (PTB), Beto Carvalho (DEM), Milziane Menezes (PSDB), Nelson Almeida (SD), Pavão da Academia (MDB), Professor Fio (PTB) e Vitor Gabriel (PSDB).

Vereador Alexandre Pinheiro, por estar na função de presidente, só vota nessa matéria quando há empate.

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